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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

BIOMA

           Bioma é uma unidade biológica ou espaço geográfico caracterizado de acordo com o macroclima, a fitofisionomia (aspecto da vegetação  predominante de um lugar), o solo e a altitude específicos. Alguns, também são caracterizados de acordo com a presença ou não de fogo natural. Os seres vivos de um bioma vivem de forma adaptada às condições da natureza (vegetação, chuva, umidade, calor) existente.
          A palavra bioma ( bios= vida e oma= grupo ou massa) foi usada pela primeira vez com o significado acima por  Frederic Edward Clements (ecologista norte-americano) em 1943. Segundo ele, a definição para bioma seria, “comunidade de plantas e animais, geralmente de uma mesma formação, comunidade biótica”. Ao longo do tempo, a definição do que é um bioma passou a variar de autor para autor.

DEFINIÇÕES ELEMENTARES
Biótipo: o solo, as águas, o ar, a luz solar. É a base onde estão assentados os seres vivos, é o chão, é o solo, são as águas, é o ar do ambiente. O biótipo significa o conjunto dos fatores do meio ambiente que não têm vida tais como a areia, as rochas, a argila, os minerais, as substâncias inorgânicas, o ar, a energia do ambiente, os raios, os trovões, os relâmpagos, o calor, a radioatividade, a luz solar, a energia de uma forma geral compõem o biótipo.
Biocenose:  é o conjunto de comunidades formadas pelas  espécies de seres vivos ( fauna,  flora, micróbios)que interagem entre si.
Ecossistema:  conjunto formado pela biocenose e pelo biótopo .
Bioma: conjunto de ecossistemas.
Biosfera:  conjunto de todos os biomas da Terra.

COMUNIDADES SUBCLÍMAX E COMUNIDADES CLÍMAX
Biomas florestais que foram degradados por desmatamentos e queimadas e que ficaram com o biótipo desabitado, começam um difícil processo de reabilitação desenvolvendo gramíneas, vegetação rasteira chamada de vegetação pioneira, depois com o passar de muitos anos nessa vegetação rasteira começam a se desenvolver gramíneas mais altas, aparecem os primeiros arbustos e nessa fase, essa comunidade vegetal pode ser chamada de comunidade subclímax. Essa vegetação arbustiva vai se desenvolvendo ao longo de muitas décadas, aparecem árvores de porte médio e, quando o bioma atinge o máximo de seu desenvolvimento, passa a ser chamado de comunidade clímax.
CLASSIFICAÇÃO DOS BIOMAS
Existem três tipos de  biociclos: epinociclo, talassociclo e limnociclo.
EPINOCICLO: é o biociclo terrestre. É o conjunto dos seres vivos que vivem sobre terra firme e apresenta quatro biócoros bem distintos: as florestas, as savanas, os campos e os desertos.
A biócora floresta aparece em diversos biomas diferentes, exemplos:
  • Bioma da Floresta Amazônica;
      

  • Bioma da Mata Atlântica              
      Bioma da Taiga.  

                    Alguns exemplos de biomas que apresentam a biócora savana:
  • Bioma Cerrado  - a savana do centro-oeste brasileiro;
      
         
  • Bioma Caatinga - a savana seca do nordeste brasileiro;


 Bioma Pantanal - a savana alagada do centro-oeste brasileiro;

                                     

Alguns exemplos de biomas que apresentam o biócoro campo:
  • Bioma pampas  gaúcho no sul do Brasil;

                          
              

  • Bioma pradarias;
  • Bioma estepes.
Alguns exemplos de biomas que apresentam o biócoro deserto:
                         

                



  • Bioma Deserto do Saara;
  • Bioma Deserto da Líbia;
  • Bioma Deserto da Arábia;
  • Bioma Deserto do Calaári.
TALASSOCICLO: é o biociclo marinho. É o conjunto dos seres vivos que vivem em água salgada representados pelo plâncton, nécton e bênton. O plâncton são seres microscópicos, tanto como o fitoplâncton  quanto o zooplâncton; o nécton são os seres vivos macroscópicos que nadam livremente como, por exemplo, os peixes, os golfinhos, etc. O bênton são os seres vivos que passam a maior parte do tempo parados, afixados nas rochas ou enterrados na areia do fundo dos mares  e oceanos  como, por exemplo, corais, ostras e mariscos,etc. O talassociclo apresenta três biócoros distintos:
Biócoro da zona nerítica, que vai da superfície a até 200 metros de profundidade.
Exemplo: Bioma nerítico do arquipélago de Fernando de Noronha;




Biócoro da zona batial, que vai de 200 a até 2000 metros de profundidade.Exemplo: Bioma batial do arquipélago de Fernando de Noronha.
Biócoro da zona abissal, que vai de 2000 a até o fundo do oceano em profundidades que variam em torno de 11.000 metros abaixo da superfície dos oceanos.Exemplo: Bioma abissal do arquipélago de Fernando de Noronha.
LIMNOCICLO: é o biociclo dulcícola, ou seja, é o conjunto dos seres vivos que vivem em água doce  e apresenta dois biócoros distintos:
Biócoro das águas lênticas: águas lênticas são águas paradas como pântanos, brejos, poças d’ água e lagoas  de água doce e parada.Exemplo bioma da Lagoa da Conceição, na Ilha de Santa Catarina.



Biócoro das águas lóticas: águas lóticas são águas correntes como riachos, ribeirões, rios e lagos de água doce e corrente.Exemplo bioma do Rio Amazonas.


                      As preocupações em relação às questões ecológicas são, atualmente, bastante exploradas nos diversos meios de comunicação, nas empresas, nos governos e nas salas de aulas de todos os graus. Isto porque as reservas naturais do planeta têm sido ameaçadas por um conjunto de ações humanas, principalmente em decorrência do enorme crescimento populacional do último século e modo degradante de exploração dos seus recursos . O consumo exagerado em muitos países do hemisfério norte, a miséria nos trópicos, juntamente com a expansão agrícola e a poluição alteram os ciclos biogeoquímicos e climáticos da terra. A biodiversidade sofre com a irreversível extinção de espécies, que já é um fato grave,mas a crise dos biomas, preocupa ainda mais, pois resulta na perda dos ambientes naturais, onde as espécies nascem e desenvolvem-se. Portanto, está mais que na hora da humanidade se unir em ações concretas para salvar o planeta e não ficar apenas no discurso vazio, sem resposta a que estamos cansados de assistir.


Fontes : www.wikipedia.org                      
www.infoescola.com                          
www.suapesquisa.com                  
www.cliquesemiarido.org.br    
www.ciencia.hsw.vol.com.br     
Imagens:  Google                              

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CARACTERÍSTICAS DO FOTÓGRAFO DE NATUREZA

Apresentação:
         
           Este trabalho tem como foco principal reunir informações sobre as características que o fotógrafo de natureza deve possuir para capturar imagens de qualidade com o tema natureza. Além disso, o mesmo propiciou a pesquisa e a análise de imagens referentes ao tema, bem como o estudo de elementos relacionados a equipamentos  e técnicas fotográficas necessárias para a construção  de um “fazer profissional” na área de fotografia ambiental.


Características de um fotógrafo de natureza:
Ética e respeito – enquanto profissionais, devemos nos conscientizar da magnitude e da importância da natureza e também do descaso com que o homem a tem tratado em função do individualismo e interesses financeiros. Por isso, a necessidade de encarar a fauna e a flora com outros olhos.
Gostar – de adentrar a natureza. Não se importar com o desconforto do calor, chuva, frio, insetos, cansaço...( isso pode acontecer a qualquer momento).
Sensibilidade – não podemos prever o comportamento dos animais, do vento ou da direção dos pingos da chuva na planta ou flor. Estar conectado para capturar o inimaginável, o melhor momento, aquele que acontece numa fração de segundos...
Percepção do ambiente - estudar o local para saber que horário vai ter a melhor luz, o tipo de assunto que procura registrar, os prováveis riscos.
Paciência- interessante montar uma  base no local para que os animais, principalmente os selvagens, se acostumem com a nossa presença.
Persistência- usar disparos contínuos, quando surgir a oportunidade única, seria uma lástima não registrá-la. Na maior parte das vezes, essa oportunidade está nos detalhes que duram apenas alguns segundos.
Ou... ficar horas, dias, até que surja a oportunidade.
Domínio das técnicas fotográficas – entre elas, não  esquecendo  da regra dos terços.
Inovador – aquele que busca sempre novos conhecimentos, seja pelo processamento de sua própria experiência ou no campo científico.
Domínio do equipamento
Equipamentos ideais para fotografia de natureza:
          Dependendo da finalidade do uso dessa foto, o ideal é que se use equipamento simples, não muito pesado, já que o acesso ao ambiente, com certeza, não oferece um fácil acesso e vai exigir resistência física do fotógrafo (geralmente se carrega tudo nas costas). Portanto, o menos é mais.
•Corpo de câmera reflex digital (quanto mais moderna e leve, melhor)
•Lente 24 mm 2.8
•Lente 50 mm com boa luminosidade 1.4, 1.8, ou 2.0 
•Lente Macro 90 mm 2.8
•Lente Zoom 18 - 135 mm 3.5
•Lente Zoom 70 - 200 mm 2.8
•Tele converse 2x
•Flash
•Tripé  (se for pesado, melhor)
•Cabo disparador
•Para-sol
•Rebatedores
•Filtros
•Baterias recarregáveis
Vestimenta e calçados adequados e protetor solar:
          A primeira coisa para se ter um mínimo de conforto em uma saída na natureza é pensar onde iremos fotografar. Há uma grande diferença no vestuário que devemos  usar para fotografar uma caverna, no serrado ou uma montanha nevada. Sabendo onde iremos, é bom pesquisarmos para conhecer mais sobre o ambiente que nos espera. Atualmente, é fácil encontrar essas informações na Internet.
Aqui uma lista do básico:
·         Bota específica para o terreno que se vai explorar ou tênis
·         Meias coolmax ou meias mistas ( o algodão não é indicado, pois encharca os pés com o suor e isso faz com que crie bolhas). Para períodos ou caminhadas longas 2 pares de meias chamadas liner, mais fina e que será a responsável em eliminar a umidade dos pés e mantê-los secos e uma segunda camada, ou seja, uma segunda meia, mais grossa, responsável pela eliminação final da umidade e para dar um maior conforto aos pés.
·         calças/bermudas e as camisetas e blusas.
De acordo com o clima vale a pena o uso de uma bermuda em vez de calça, entretanto, cuidado! Pode ser que o clima será super agradável, ou até quente de verdade, mas pode ser que tenham muitos insetos, principalmente se formos fotografar em alguma mata fechada. Muitas vezes, vale mais a pena um pouco de calor nas pernas do que centenas de picadas, principalmente se somos alérgicos. O material das calças ou bermudas também deve ser analisado. Evitar calças jeans ou moletons, ambos são pesados e caso se molhem demorará horas para  secar. Um dos materiais recomendados para essas peças de roupa é o suplex, uma fibra super leve, confortável, de secagem rápida e resistente. São encontrados no mercado, modelos de calças com reforços em cordura, um tipo de lona leve e resistente, nas partes mais suscetíveis ao atrito como os joelhos, muito usados em macrofotografia. Caso tenhamos que enfrentar temperaturas mais baixas é importante cuidado. Em vez de se usar apenas uma única calça super grossa, é ideal o uso de várias camadas de roupas, como é feito na prática de montanhismo. Para a primeira camada, uma camada responsável por manter a temperatura do corpo, são recomendados tecidos como o x-termo, microfleece e polartec, dependendo o caso podem ser usados inclusive em conjunto.
·         Calça impermeável
·         Para a cobertura dos braços e peito devemos pensar de maneira similar a vista para as pernas, principalmente evitando roupas de algodão. Camisetas devem ser de fibras sintéticas à base de microfibras de poliéster, é um tecido super leve e são chamadas de camisetas “dry” pelo seu alto poder de secagem e eliminação de suor. Para locais mais frios existem blusas nos mesmos materiais das calças, como x-thermo, microfleece e polartec, sempre usando-se camadas de acordo com a temperatura que será enfrentada.
·         Capa à prova de vento, caso seja necessário, existem blusas com membranas windstopper, um material moderno que não permite a entrada de vento, minimizando a perda de calor em locais frios.
·         Capa impermeável para a chuva.
·         ROUPAS ESPECÍFICAS - Aqui entram as roupas que não foram citadas acima como luvas, gorros, bonés, etc. Caso formos fotografar em local ensolarado, é recomendável o uso de boné ou chapéu. Ideal o boné  em estilo legionário, que além de sombrear o rosto protege a nuca. Para locais frios, deve-se usar gorros e luvas, os gorros e balaclavas (máscaras que deixam só os olhos para fora) são normalmente feitos de x-thermo ou fleece.
·         Colete com bolsos (muitos bolsos para guardar alguns acessórios).

·         Proteção solar – não esquecer o uso de filtro solar para se evitar       queimaduras na pele.

·       Bolsa impermeável para proteger o equipamento em caso de chuva.

          “O fotógrafo é alguém que revela o mundo às pessoas, sabe ler a linguagem da natureza e transmiti-la ao mundo. Fotografar não é um ato mecânico, pois envolve muitas sutilezas e desafios”. 
                                         Fabio Colombini                                                             

Referências para consulta:
                                     Acesso  em 25/9/11















terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VIDA NO AMBIENTE NATURAL

Fundação Gaia - Pantano Grande

Ilha do Avestruz - Camaquã

Ilha do Avestruz - Camaquã

Campus ULBRA - Canoas

Campus ULBRA - Canoas

Zoo - Sapucaia do Sul

J.Botânico - Porto Alegre

J.Botânico - Porto Alegre

J.Botânico - Porto Alegre

Fundação Gaia - Pantano Grande

Zoo - Gramado

Zoo - Gramado

Zoo - Gramado

Zoo - Gramado


Zoo - Gramado

Zoo - Gramado

J.Botânico - Porto Alegre

Sítio da Família Lima - Dois Irmãos

Sítio da Família Lima - Dois Irmãos

Sítio da Família Lima - Dois Irmãos

Fundação Gaia - Pantano Grande

Ilha do Avestruz - Camaquã

FOTOGRAFIA AMBIENTAL

          A possibilidade de fotografar a natureza, usando técnicas adequadas, tornou-se uma realidade para nós, acadêmicos do Curso Superior de Tecnologia em Fotografia da ULBRA, neste segundo semestre de 2011.
          Saímos dos bancos da Universidade a percorrer longos caminhos e trilhas com seus obstáculos, claro! Cada saída de campo foi permeada por expectativas, vibração, companheirismo e investigação científica, além da vasta produção fotográfica que trouxemos em nossa bagagem. Mergulhamos no imenso universo da biodiversidade do meio natural, onde aprendemos a conhecer e respeitar suas regras. Conhecemos paisagens distintas e infinitamente belas, animais e plantas redescobertos; tudo isso sendo visto com o olhar do artista que estamos construindo. Capturamos imagens indescritíveis, congelando aqueles instantes para sempre.
          Enfim, a memória dessas expedições jamais será apagada: cores, luzes, sons, aromas, formas, texturas, movimento... tudo o que vimos e sentimos trouxe-nos inspiração para continuarmos a desvendar esse mundo tão fascinante através da educação do olhar, e de nossas lentes.

                                               Maria Nira Andrade

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UMA VERDADE INCONVENIENTE
AL GORE

               O filme Uma Verdade Inconveniente de AL GORE, inicialmente, apresenta a primeira foto da Terra, a qual provocou mudanças significativas no modo de pensar da humanidade, pelo fato de que através de imagens como aquela, é possível verificar o nível de transformações que os sistemas que compõem o planeta vêm sofrendo com a evolução natural e, principalmente pelos danos causados pelo próprio homem, devido à falta de consciência e, ainda, pela falta de conhecimentos sobre o meio ambiente.

          A poluição gera o engrossamento da camada de ozônio, o qual impede o equilíbrio da entrada dos raios solares na atmosfera, o que provoca o aquecimento global, levando a sérias conseqüências, e com isso, até ameaçando a continuidade da vida no planeta. Dentre essas conseqüências, podemos destacar:
● uma grave crise de água, já que as geleiras estão se derretendo na
   maior parte do mundo;
● elevação acentuada dos níveis de CO2 na atmosfera;
● formação de grandes precipitações, tempestades e grandes enchentes;
● aumento de vulcões em erupção;
● alterações climáticas alternando períodos de secas, chuvas, calor, frio,
   que modificam o ciclo de vida das espécies  e algumas chegam até a
   desaparecer; o ambiente natural também se modifica;
● presença de furacões mais velozes, entre outros graves problemas.

          O aquecimento global, então, é o principal fator responsável pelas diversas catástrofes a que já estamos presenciando e até mesmo, sendo vítimas. No entanto, não é por falta de alertas ou esclarecimentos por parte das comunidades científicas, as quais de há muito vêm pontuando essas questões através de meios midiáticos e até mesmo do livro didático.
É necessário, pois, que a humanidade ouça e ponha em prática os ensinamentos desses “ avisos” sob pena de perecer. É uma questão moral
lutar pela preservação do meio ambiente, pois o aumento da população do planeta chega a 9 bilhões de pessoas, criando mais problemas ainda, como o aumento da pressão atmosférica ( peso das pessoas no solo), demanda por oxigênio, por alimentação, por consumo de água, e a geração de resíduos.

          Portanto, “Uma Verdade Inconveniente” é mais um alerta, de que as previsões científicas não erraram, e estão se concretizando com uma rapidez espantosa. Isso quer dizer que é hora da humanidade parar para refletir e tentar salvar o que ainda resta dessa devastação sem precedentes, repensando suas ações e aceitando sugestões simples, como por exemplo, usar equipamentos elétricos econômicos, andar de bicicleta, a pé ou de ônibus, exigir dos fabricantes de veículos automotores a investir em equipamentos que baixem a emissão dos gases dos mesmos, fabricação de veículos com biocombustível, exigir das autoridades a divulgação desses cuidados e a fiscalização entre outras ações de proteção ao meio ambiente. Transformemos o conhecimento em ação! Simples assim!  

                                             Por: Maria Nira Andrade
                                              Fotografia Ambiental
                                               Prof.Fernando Pires
                   
                                             Canoas, outubro de 2011